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O ser humano vive hoje em num mundo de mudanças em ritmo acelerado. A busca pela liberdade, pelo maior poder de escolha e informações sem fronteiras. É preciso mudar para sobreviver . A Qualidade de Vida no Trabalho está se tornando uma necessidade. A empresa de hoje precisa demonstrar autenticidade, responsabilidade e ética. Sempre dedicada aos seus objetivos. Reconhecer a importância de lidar com pessoas, vinculando o desempenho em um serviço ao crescimento pessoal. Para isso foi feito um estudo do que as empresas podem utilizar como um diferencial competitivo no seu desenvolvimento e na aplicação de programas de qualidade de vida no trabalho agregando valor na relação com seus trabalhadores sem esquecer do comprometimento com a finalidade da empresa.
1. INTRODUÇÃO
Este artigo trata da Qualidade de Vida no
Trabalho, considerada indispensável à produtividade e à
competitividade, cruciais à sobrevivência para toda e qualquer empresa.
A Qualidade de Vida no Trabalho é uma preocupação crescente e
fundamentada, de todas as empresas que buscam ser altamente
competitivas, em mercados cada vez mais globalizados.
Atualmente,
existe a certeza de que o homem é o principal elemento diferenciador, e
o agente responsável pelo sucesso de todo e qualquer negócio. Sabe-se
que para atingir, a Produtividade, Competitividade e Qualidade, a
empresa precisa refletir sobre as novas formas de organização do
trabalho direcionadas para a Excelência Gerencial, exigindo maior
comprometimento e participação dos empregados.
Pretende-se
mostrar o que já existe nas empresas e o que as organizações estão
percebendo como diferenciador pela busca da vantagem no capital humano
e como manter essas pessoas satisfeitas no seu local de trabalho e em
suas vidas pessoais, para que tenham condições de desempenhar bem o
seu papel.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1- Qualidade de Vida vem de Dentro para Fora
A
vida do ser humano é criada sempre de dentro para fora. A crença no
contrário e as atitudes desencadeadas por essa crença são responsáveis
por muita dor, sofrimento, angústia, estresse e conflitos.
Sandra
Rosenfeld, escritora, palestrante e autora do livro O que é
Meditação, desenvolveu um trabalho voltado para qualidade de vida, fez
uma pesquisa para saber o que as pessoas pensam sobre o tema. A
pergunta, em princípio, era uma só: O que é para você qualidade de
vida? Todos, sem exceção, responderam, não exatamente nesta ordem, que
qualidade de vida é morar bem, comer bem, usufruir de saúde, ter um
trabalho com uma boa remuneração que dê para pagar o essencial e ainda
sobre para o supérfluo. (ROSENFELD, 2004).
O interessante que
muitas das respostas incluíam a palavra supérfluo para designar o que
para eles não era essencial. Querendo saber o que não era essencial,
foi feito uma segunda pergunta: o que para você é supérfluo? A
resposta: teatro, cinema, comer fora e viajar.
Com a resposta do
que é supérfluo a pesquisadora pode compreender o porquê da dificuldade
em saber realmente o que é qualidade de vida. Pois na verdade, cultura
e diversão não são supérfluos, são bens de primeira necessidade, um
direito de todos nós. Supérfluo é aquilo que as pessoas não desejam,
que não precisam, que não faz nenhuma diferença para melhorar na vida
delas.
Mas voltando, as respostas apenas confirmam o que a
maioria pensa, que qualidade de vida depende exclusivamente de fatores
externos. Muitas pessoas têm a tendência de acreditar, por uma questão
de educação e que já faz parte de nossa cultural ocidental, que tanto
as dificuldades quanto o bem-estar vêm de fora e também do futuro. É
por isso que a maioria procura a felicidade na cara metade que um dia,
acreditam, ainda vão encontrar; no aumento de salário; no apartamento
que vão comprar; na aposentadoria, quando muitos têm a certeza que aí
sim pode se divertir a valer. Apostando nas soluções externas coloca o
ser humano suas frustrações na incapacidade do companheiro ou
companheira de fazê-lo feliz. Por fim aquietam suas angústia,
ansiedade, medo e solidão, nas compras, num passeio no shopping, na
bebida e até nas drogas. Pura ilusão. A vida é criada, sempre, de
dentro para fora. A crença no contrário e as atitudes desencadeadas por
essa crença têm se mostrado responsáveis por muita dor e sofrimento,
por relacionamentos conturbados, angústia, estresse e conflitos.
Se
qualidade de vida fosse somente morar e comer bem, ter saúde e um
emprego com um bom salário, como justificar as pessoas que têm tudo
isso e são infelizes, estressadas, mal-humoradas, estão sempre se
queixando de tudo e de todos? Não... Qualidade de vida é mais do que
isso. É principalmente a capacidade para transitar de forma equilibrada
pelos desafios do dia-a-dia.
Desafios sim, porquê é assim que as
pessoas devem ver e enfrentar os chamados problemas. Desafios a serem
superados, contornados e resolvidos. Na verdade é isso que todos querem
e anseiam. Capacidade para fluir pelo cotidiano de maneira tranqüila,
segura e criativa. O que é possível, desde que coloquemos o nosso foco
no lugar correto, transferindo-o de fora para dentro. É aí que estão
todas as respostas. Sócrates, um dos mais respeitados sábios, escreveu
a célebre frase: “Conhece-te a ti mesmo.” Como o ser humano pode se
conhecer olhando para fora? Desta forma o livro ‘Uma pequena viagem ao
mundo dos seus sonhos’, traduz:
“Qualidade de Vida tem a ver
com a busca contínua da realização integral do ser humano através de
estímulos adequados à plena utilização de sua capacidade mental,
física e psíquica. Tem tudo a ver com Equilíbrio e com a experimentação
intensa de todas as dimensões de sua realização pessoa” (PEIXOTO, 1999,
p.XV).
Qualidade de Vida é saber usar recursos internos. Mas
como, sem saber que recursos são esses? Muitos dizem que “não viemos
com manual de instruções.” No entanto, isso não é verdade. Viemos sim,
só que a maioria passa a vida toda procurando esse manual fora, quando
ele está dentro. Essa busca incessante no lugar errado é motivo de
muita ansiedade e decepção.
Não é possível pensar em qualidade
de vida sem ter as rédeas da própria vida. Sem ter o controle sobre o
que se pensa, fala e faz. A maioria das pessoas vive no “piloto
automático”. É por isso fazem e falam coisas que se arrependem depois,
é por isso que raramente estão aonde deveriam estar, no momento
presente e é também por isso que deixam a vida escorrer entre os dedos.
2.2. Felicidade e Qualidade de Vida Andam Juntas
Felicidade
e Qualidade de Vida, duas palavras que hoje muitas pessoas, mais do
que nunca, tentam achar fórmulas para alcançá-las. Podemos afirmar que
Felicidade rima com Qualidade de vida.
A partir dessa
afirmativa, pode-se dizer que é possível, e se forem ver, não precisam
de fórmulas mágicas para poder alcançá-las. “O livro ‘A psicologia da
Felicidade’ resume pesquisas conjuntas desenvolvidas com técnicas
chamadas ‘Método de amostragem da Experiência’ nas Universidades de
Chicago e de Milão a respeito dos aspectos positivos da experiência
humana, e neste livro o autor descobriu :
“que a felicidade não
é algo que acontece; não é o resultado da boa sorte ou do acaso. Não é
algo que o dinheiro possa comprar ou que o poder possa controlar. Não
depende de acontecimentos externos, mas sim de como os interpretamos. A
felicidade, na realidade, é um estado que precisa ser preparado,
cultivado e defendido por todos nós. As pessoas que aprendem a
controlar sua vivência interior serão capazes de determinar a qualidade
de suas vidas; isso é o mais próximo que qualquer um de nós consegue
chegar ao estado de felicidade (CSIKSZENTMIHAYI, p.14)”
Apesar
do ser humano ver e ouvir muitas chamadas da mídia, para que possam
atingir a felicidade através desta questão não depende dos outros, mas
sim de cada um de nós. Se as pessoas mudam os seus hábitos, estipularem
prioridades, permitirem estar bem, respeitar os seus limites, fazer
concessões, otimizar seu humor, com certeza irão conseguir alcançar a
tão esperada qualidade de vida e conseqüentemente a felicidade.
2.3- Diagnóstico da Qualidade de Vida dos Recursos Humanos
È
imprescindível que as Organizações de hoje, neste contexto altamente
competitivo estejam antenadas com o que acontece tanto internamente
como externamente no mundo organizacional.
Chiavenato (2002,
p.20) esclarece: “hoje com o advento do terceiro milênio, com a
globalização da economia e o mundo fortemente competitivo, a tendência
que se nota nas organizações bem-sucedidas é de não mais administrar
recursos-humanos, nem mais administrar pessoas, mas, sobretudo,
administrar com as pessoas. Tratando-as como agentes ativos e
proativos, sobretudo dotados de inteligência e criatividade, de
habilidades mentais e não apenas de habilidades e capacidades manuais,
físicas ou artesanais. As pessoas não são recursos que a organização
consome e utiliza e que produzem custos. Ao contrário, as pessoas
constituem um fator de competitividade, da mesma forma que o mercado e
a tecnologia. Assim, parece-nos melhor falar em Administração de
Pessoas para ressaltar a administração com as pessoas – como parceiros-
e não sobre as pessoas- como meros recursos).”
A cultura
organizacional passou a receber forte impacto do mundo exterior e
passou a privilegiar a mudança e a inovação com foco no futuro e no
destino da organização. Essa nova dinâmica é determinada por vários
fatores, entre os quais se ressalta o processo contínuo de inovação e a
evolução tecnológica.
As organizações, ao introduzirem inovações
tecnológicas, raramente se preocupam em avaliar os aspectos humanos
relacionados e afetados por tal processo, e também não levam em
consideração o indivíduo.
O advento destas novas tecnologias nas
organizações provoca mudanças em relação à produção e ao ritmo do
trabalho, determinando um incremento ou não na qualidade de vida dos
trabalhadores. Isto porque a inovação no processo tecnológico produz
impactos consideráveis sobre todos os fatores produtivos (indivíduos,
organizações, cultura e ambiente).
O conflito que surge com
essas transformações propicia uma maior necessidade, por parte das
organizações, de respeito pelos valores sociais, da responsabilidade
social, do desenvolvimento integrado social e humano, para que a
empresa seja agente de desenvolvimento e progresso social e se torne
mais solidária, mais justa e transparente.
Diante da importância
deste compromisso das organizações para com os trabalhadores, a questão
da qualidade de vida no trabalho entra em evidência. As pessoas
passaram a ser a principal base da nova organização, envolvendo-a em
diversos níveis, sendo abordadas como parceiros e não mais como meros
recursos humanos. A partir disso, as políticas e as práticas de RH
referentes à qualidade de vida no trabalho possuem tendência a serem
mais valorizadas como modo de integrar o indivíduo à organização de
forma harmoniosa, mantendo sua integridade física e mental,
valorizando-o enquanto pessoa.
As organizações, através das
condições de trabalho oferecidas, devem proporcionar qualidade de vida
por meio de um ambiente favorável para o atendimento das necessidades e
do desenvolvimento integral do ser humano. Em uma perspectiva atual e
globalizada, as pessoas devem considerar que a qualidade de vida no
trabalho deve envolver toda uma priorização no atendimento de
necessidades e de aspirações humanas, com base na idéia de humanização
do trabalho e de responsabilidade social das organizações.
A
preocupação com a qualidade de vida no trabalho acompanhou as
transformações e as evoluções sócio-organizacionais ganhando,
gradativamente, maior destaque nos meios acadêmico e organizacional.
Atualmente, muitas organizações procuram implantar programas de
qualidade de vida no trabalho aliados a programas inovadores de gestão,
muitas vezes, como forma de buscar apoio e comprometimento dos
trabalhadores a esses programas.
Segundo Fernandes (1996), uma
visão mais ampla, a qualidade de vida no trabalho relaciona-se com
aspectos ligados ao desenvolvimento pessoal e profissional do
indivíduo, considerando fatores psicológicos, políticos, econômicos e
sociais do trabalhador. E, numa concepção ainda mais abrangente,
contempla aspectos ligados à participação política e econômica, à
qualidade de vida global e às questões de cidadania.
Resta
saber, se o que está sendo escrito e falado está realmente sendo
realizado ou se estas novas abordagens da gestão de Recursos Humanos
estão direcionadas aos corações dos membros organizacionais, destinadas
apenas a manipulá-los sutilmente, concedendo-lhes inúmeros benefícios
em troca da sua obediência..
2.4. Cooperação entre Empresa e Funcionário
A
Qualidade de Vida é um tema cada vez mais abordado na mídia, nas
empresas e até mesmo no ambiente familiar. As pessoas se
conscientizaram de que o termo tem um significado amplo que engloba
diferentes áreas da vida, e vêm incorporando a questão no seu
dia-a-dia, tanto individualmente quanto coletivamente.
Desta
forma, Tsukamoto, consultor internacional, destaca:“ É impossível obter
do cliente uma taxa de satisfação maior do que as apresentadas pelos
funcionários responsáveis pelo produto ou serviço oferecido. A
insatisfação, a má-vontade, o desconforto e outras situações negativas
para o trabalhador se incorporarão, de uma forma ou de outra, ao
produto final, reduzindo o nível de satisfação do consumidor.”
(FERNANDES, 1996, p.14).
De acordo com autores como Godoy (1995,
p.57) e Lima (1994, p.55), o mundo corporativo já está consciente da
importância da qualidade de vida e da necessidade de criar melhores
condições para o bem-estar dos colaboradores. Aqueles que investiram,
já começam a colher os frutos dessa colaboração entre empresa e
funcionário, comprovando que o profissional produz mais e melhor quando
se sente feliz e motivado.
Essa busca por qualidade de vida
insere-se no contexto da Responsabilidade Social, prática que deve ser
incorporada tanto pelas empresas quanto pelos próprios profissionais.
Assim, para que os programas de qualidade de vida gerem benefícios
efetivos, o que vai se propagar para toda a sociedade, o
comprometimento deve ser completo: a empresa desenvolve políticas,
ações e programas de estímulo a uma vida saudável, e o funcionário, por
sua vez, deve perceber que seu papel é fundamental para que os
objetivos sejam alcançados por ambas as partes (SHIBUYA, 2004).
A
iniciativa de promover projetos visando a satisfação pessoal dos
colaboradores cresce cada vez mais no mercado de trabalho, de
microempresas a grandes corporações multinacionais. Num futuro próximo,
o que diferenciará uma empresa da outra será a qualidade de vida de
seus colaboradores, bem como o clima que predomina no local de
trabalho, diminuindo a importância do tamanho da empresa e ressaltando
a produtividade e a qualidade resultantes do bem-estar organizacional.
Para
que os programas sejam eficazes, Shibuya, a presidente da Associação
Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV - Nacional) afirma que é preciso
ter alguns cuidados como: partir da realização de uma pesquisa sobre o
perfil dos colaboradores e suas reais necessidades; implantar ações
contínuas transparentes, de curto, médio e longo prazo; envolver a alta
cúpula; contar com uma equipe multidisciplinar que saiba lidar com as
diferenças internas; avaliar constantemente os resultados do programa;
inserir o programa dentro da Política de Recursos Humanos.
Já o
colaborador deve se comprometer em cultivar um estilo de vida saudável,
o que faz uma grande diferença para seu rendimento no mercado de
trabalho. É preciso adquirir uma condição física boa e manter a saúde
sempre em dia, por meio de exercícios e de uma alimentação equilibrada.
Cuidar
dos aspectos emocionais e psicológicos também é indispensável, o que
inclui uma atenção muito especial à questão da auto-estima. Guardar um
tempo para curtir momentos de lazer e conectar-se com o lado espiritual
é essencial. O importante é saber conciliar afazeres profissionais com
a vida pessoal, dedicar-se a si mesmo e aos familiares. A
Responsabilidade Social é conquistada, primeiramente, por meio da
Responsabilidade Pessoal.
Desta forma Shibuya (2004),
acrescenta: “ Toda atitude tomada para valorizar as virtudes do ser
humano deve ser valorizada e incentivada. Portanto, com as empresas e
colaboradores trabalhando em conjunto para promover o bem estar físico
e emocional de todos, as atitudes positivas e a integração entre
organizações e sociedade, a Qualidade de Vida deixará em breve de ser
uma bandeira para se tornar um bem comum.”
Por ser tão
importante hoje em dia, será verificado a seguir algumas atividades
físicas que podem existir numa organização para melhorar o
condicionamento e a própria saúde de seus colaboradores.
2.5. Atividade Física nas Empresas
A
idéia surgiu nos Estados Unidos. As empresas descobriram que não era
pouco o dinheiro que perdiam com as faltas no trabalho e os gastos com
doenças. Grande parte da conta, cerca de 30%, são gastos pelas
empresas, então começaram a investir em programas de prevenção.
Colocaram
então os funcionários para "malhar". Entre tantos outros benefícios, os
exercícios fortalecem o sistema imunológico, diminuem a ansiedade e
melhoram o humor. Já são 4300 empresas equipadas com o que batizaram de
"fitness corporativo" para seus funcionários.É a malhação capitalista,
baseada na constatação de que funcionário saudável trabalha melhor e
falta menos. Em números, isso significa que, para cada dólar investido
em atividade física, se economizam 3,2 dólares em custos médicos.
O
grande chamariz dos programas de ginástica está em oferecer aos
funcionários a possibilidade de freqüentar a academia a qualquer hora
do dia, sem desembolsar nem um tostão ou a preços simbólicos. De tempos
em tempos são submetidos a Avaliações Físicas para saber a quantas anda
o objetivo de seus programas. Por exemplo na Coca-cola, as aferições
são trimestrais, no SBT são semestrais. Então fica combinado assim: não
basta ter carteira assinada, é preciso também dispor da academia no
serviço.
2.6. O Que Constara Numa Atividade Física Empresarial
O
ano 2003, foi marcado por um grande avanço tecnológico, mudanças cada
vez mais rápidas, informatização e com a exigência de profissionais
preparados tanto física quanto intelectualmente (REVISTA EXAME, 2003)
Essa
sociedade cada vez mais mecanizada e informatizada e de hábitos
inadequados de vida, onde o homem, ao longo dos tempos, reduz suas
experiências e quantidade de movimentos, o leva a uma perda de
desempenho e o torna mais susceptível à doenças. A retomada da
atividade física "esquecida" pelo homem no decorrer de sua evolução
histórica, pode trazer como resultados maior motivação, maior
disposição e menos falta ao trabalho, integração social, além de
melhorar sua qualidade de vida. (REVISTA EXAME, 2003)
Quem
lucra? A EMPRESA , pois aumenta a produtividade, diminui o
absenteísmo, o número de acidentes, o turnover e as despesas médicas.
O Funcionário, com o alivio do stress, melhora da postura, desperta o
interesse pela prática de hábitos saudáveis, estimula o interesse pela
prática de atividade física, melhora o relacionamento entre as pessoas,
diminui o risco de acidentes e alivia dores musculares. Assim, terá
maior disposição e estará mais motivado para o trabalho, movido pela
melhora do seu bem estar geral.
O programa de Qualidade de Vida
do Trabalho, normalmente é definido em conjunto, respeitando as
necessidades, condições e objetivos da empresa e o know how da empresa
contratada. Parte de uma avaliação diagnóstica e chega a um programa de
atividades físicas adequado à sua realidade.
A atividade física
em empresas vem sendo oferecida de forma recreativa, competitiva, com
atividades de lazer e como parte de um programa de qualidade de vida,
podendo ser dividida num Programa Global, da seguinte forma, conforme
postula (HSM-MANAGEMENT, p.178-182, 2004).
1º- Ginástica
Laboral, é a prática de exercícios físicos específicos de relaxamento e
alongamento muscular realizada antes, durante e após o trabalho. Tem
duração média de 10 minutos e é realizada no próprio local e com a
mesma roupa de trabalho. Deve-se acompanhar os funcionários no local de
trabalho para dar orientações que beneficiem sua postura e a forma
correta de realizar determinados esforços e tarefas físicas.
2º-
Condicionamento Físico, realizado antes ou após a jornada de trabalho
com o objetivo de promover mudança no estilo de vida, reduzir os
fatores de risco à saúde e desenvolver a capacidade física geral das
pessoas. São trabalhadas principalmente a resistência aeróbica,
resistência muscular localizada, forca e flexibilidade em aulas de 1
hora a 1 hora e meia.
3º- Ginástica para Executivos, aulas de
condicionamento físico para pequenos grupos, com duração média de 1
hora a 1 hora e meia, 3 vezes por semana, de forma personalizada.
4º-
Avaliação Física, de EXTREMA IMPORTÂNCIA, paralela à realização de
exame médico, a avaliação tem como objetivo checar a condição física
atual e comparar os resultados entre as avaliações seguintes, bem como
verificar a evolução do funcionário em todos os aspectos envolvidos
numa avaliação e orientação física que são: anamnese clínica e física,
antropometria (medições de gordura e massa muscular), ergometria:
verificação de pressão arterial em repouso e esforço, testes físicos de
resistência muscular (abdominal e flexão de braços), testes de
flexibilidade, avaliação postural.
5º- Palestras, com o objetivo
de informar as pessoas sobre os aspectos que interferem no seu dia a
dia e em assuntos relacionados à benefícios da atividade física,
mudanças no estilo de vida e melhoria da qualidade de vida.
6º-
Fitness Room, a tendência é valorizar o funcionário e as relações
humanas, além dos programas de ginástica laboral, as empresas estão
instalando em seu espaço físico, verdadeiras academias com o objetivo
de melhorar o condicionamento físico das pessoas, ao mesmo tempo em que
otimiza o tempo desse funcionário e oferece condições para que ele
tenha uma vida mais saudável.
7º- Eventos esportivos e de lazer,
a realização destes eventos aproxima as pessoas, melhorando as relações
humanas e a integração entre os diversos setores da empresa. Através de
atividades de lazer ou da realização de torneios esportivos internos,
as pessoas passam a se conhecer melhor, a respeitar as regras do JOGO e
conseqüentemente seus companheiros.
8º- Treinamentos Esportivos,
mais e mais empresas oferecem a seus funcionários, apos o expediente de
trabalho, aulas de aprendizado ou treinamento em esportes como futebol,
vôlei, tênis e etc, que proporcionam um convívio mais saudável. Além
disso, a pratica regular de uma atividade física irá refletir no dia a
dia, melhorando a disposição para o trabalho.
Todas estas atividades melhoram o “astral” das pessoas na empresa e isso reflete também na vida pessoal e familiar.
3. METODOLOGIA
Esse
estudo parte de uma revisão bibliográfica sobre o tema Qualidade de
Vida do Trabalho e é complementado por uma pesquisa em fontes
secundárias para identificar as empresas pioneiras na implantação de
Programas de Qualidade de Vida no Trabalho. Portanto, buscou-se
informações em sites e revistas especializadas nesta área.
Sendo
este tema tão importante nas empresas, vamos ver agora as empresas
brasileiras pioneiras em Qualidade de Vida no Trabalho e um pouco dos
seus programas nesta área.
4- EMPRESAS PIONEIRAS NO BRASIL
No Brasil várias empresas implantaram programas de qualidade de vida na década de 90, podemos verificar algumas delas:
A
Natura desde 1994 desenvolve programas de nutrição atividade física,
tabagismo, ergonomia, planos de assistência médica, etc. também
relaciona vários benefícios diretos e indiretos. O envolvimento dos
funcionários nas decisões é uma constante . Há uma permanente
preocupação da organização em proporcionar equilíbrio entre trabalho e
vida pessoal. A natura é uma organização voltada para a qualidade de
vida. Essa preocupação em envolver os funcionários e garantir
tranqüilidade enquanto trabalham serve de grande estímulo à produção. O
próprio ambiente com muito verde , estimula a criatividade, outro valor
da marca Natura. ( Exame, p.64, 2003).
A Dow Química com o
Programa Viva a Vida, cujo objetivo inicial em 1991 foi motivar os
funcionários a assumirem um estilo de vida saudável, combateu fatores
como o sedentarismo, estresse, obesidade, tabagismo e maus hábitos
alimentares. A porcentagem de fumantes diminuiu de 24% para 14% e cerca
de 25% dos funcionários chegaram a praticar atividade física no local
de trabalho.
O Bank Boston implantou em 1994 o Programa de
Qualidade de Vida com a promoção de eventos esportivos, artísticos e
culturais; conscientização sobre alimentação e atividades físicas;
campanhas comunitárias e beneficentes. O interesse e participação
cresceram tanto que foi criada a Olimpíada Interna e uma campanha que
resultou com a inscrição de 800 pessoas em programas de atividades
físicas. Ele desenvolveu um Programa de Apoio Pessoal (PAP), trata-se
de uma rede de profissionais de saúde pronta a dar orientações para
melhorar a qualidade de vida dos seus funcionários. Transparência,
credibilidade e liberdade de expressão são valores cultivados na
prática por lá.Outro programa por eles desenvolvido, VOE -Veja, Ouça e
Entenda - , é um canal de comunicação direta com o presidente. O Banco
acredita que deve ser a deles a primeira porta aberta para que os
funcionários tirem dúvidas sobre carreira, relatem suas insatisfações
ou troquem idéias sobre o futuro. Resultado: funcionários
comprometidos, clima interno de muita camaradagem. (EXAME, p.72, 2003).
A
3M, em 1994 criou um programa de atividade física, nutrição,
reabilitação e ergonomia com excelentes resultados. Em 1996 uma
pesquisa quantificou um grau de satisfação muito alto em relação ao bem
estar, relacionamento e disposição para o trabalho. Onde o grau de
fidelidade de seus funcionários é enorme. A razão para isso é a
liberdade para trabalhar que a multinacional americana oferece a seus
colaboradores.Mesmo sendo uma indústria onde processos rígidos devem
ser seguidos, as pessoas são estimuladas a serem criativas, a opinar e
a buscar soluções. Quem ocupa cargo de chefia é orientado a ouvir
sempre sua equipe e dar o feedback. A empresa investe pesado em
treinamentos nas áreas de qualidade, preservação do meio ambiente,
saúde e segurança. (EXAME, p.64, 2004)
A Todeschini está durante
quatro anos consecutivos entre as dez melhores empresas para se
trabalhar, pelo Guia da Revista Exame. Também aderiu a um programa de
qualidade vida através da criação de, um ginásio superbem equipado, que
conta com assessoria completa de professores além do clube campestre,
consultório médico e odontológico em sua sede e aulas de ioga .Para ela
equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é essencial para o ser humano.
A organização possui um pacote de benefícios que inclui bolsas de
estudo, além de fornecer um bom plano de saúde, um clínico-geral e um
ginecologista que vão a empresa uma vez por semana. E como um incentivo
àqueles que não chegam atrasados na semana, ganham uma cesta básica na
sexta-feira.
E como um ponto forte destacado pelos funcionários, é a política de remuneração. (EXAME, p. 44-45, 2004)
Estas
empresas se preocupam com a qualidade de vida dos seus funcionários e
até mesmo de seus familiares porque sabem que funcionários saudáveis e
satisfeitos ajudam a empresa a crescer e se desenvolver, pois ficam
mais motivados para o trabalho e para a vida como um todo.
5. CONCLUSÃO
Este
Artigo procurou demonstrar a importância dos programas de qualidade de
vida no ambiente de trabalho, por favorecerem a obtenção da satisfação
das necessidades e interesses de seus colaboradores. Com eles, tenta-se
garantir um espaço das necessidades de negociação e diálogo entre a
empresa e os funcionários e aumentar o grau de comprometimento do
trabalhador com a organização e seus resultados.
A partir disso
foram apresentadas algumas empresas pioneiras na implantação de
programas de qualidade de vida no trabalho, dentro do nosso país. Deste
modo verifica-se que esses programas são uma forma de aproximar a
organização e o colaborar, melhorando a comunicação e viabilizando uma
relação de parceria entre ambas as partes.
A competição no
mercado esta cada vez mais acirrada, e contar com a força de trabalho e
em boa forma é essencial. Na economia globalizada de hoje, recursos
humanos e capital humano adequados são fatores dos mais importantes em
qualquer tipo de negócio. Qualidade de vida no trabalho é a base de
todas as qualidades. Investir em qualidade de vida na empresa é
garantir produtividade, qualidade de produtos e serviços.
REFERÊNCIAS
CAMARGO,
Priscilla de F. de Arruda. “Avaliação Física em Especialistas do Bem
Estar" Atividade física em empresas na coluna Corporate. CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos, Ed. Compacta, 7.ed. São Paulo: Atlas, 2002. CSIZENTMIHALYI, Mihaly. A Psicologia da Felicidade. São Paulo: Saraiva, 1999. EXAME. Melhores Empresas para você Trabalhar, Ed. Especial, set.2004 EXAME. Melhores Empresas para você Trabalhar, Ed. Especial, set.2003 FERNANDES, Eda Conte. Qualidade de Vida no Trabalho. Salvador, BA: Casa da Qualidade, 1996 GODODY,
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Curitiba, v.10, n.8, p.55-71, set. 1994 PEIXOTO, Antonio Carlos Gomes. Uma Viagem ao mundo dos seus sonhos! Rio de Janeiro: Qualitymark. Ed., 1999. ROSENFELD, S. O que é Meditação. Rio de Janeiro, Nova Era Ed., 2004 SHIBUYA,
Cecília Cibella. Presidente da Associação Brasileira de Qualidade de
Vida (ABQV - Nacional) Disponível em: www.abqv.com.br. Acessado em maio
de 2005
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